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Confira o tempo e a temperatura - Como 1ª página - Brasil -

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Renault de Souza Poeta e Professor
Técnico em Assuntos Educacionais do quadro de pessoal, parte permanente, da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (aposentado).
 
UM POUCO DA INQUIETAÇÃO DA ALMA

Sempre que alguém imagina conhecer um lugar tem - sobre ele -, uma intensa ansiedade por conhecê-lo, deixando a alma um pouco inquieta.

Assim, também, há o mesmo sentimento sobre pessoas, e, in casu, gerando igualmente uma mesma expectativa que só pode ser avaliada quando na presença da pessoa ou do lugar.
Inúmeras são as cidades, e tantos países que gostaríamos de conhecer como, por outro lado, em nós existem os lugares já conhecidos que gostaríamos de rever. E, é interessante que, quando voltamos, sempre descobrimos novos ângulos, pois, “como são os lugares, assim são as pessoas...”, lembra a expressão sábia do sentimento popular.

Ora nos atraem as praças, as ruas, as avenidas, o vai-e-vem dos transeuntes; noutros momentos, “apenas a vontade de ouvir o silêncio”, (como ensina Arnold Toynbee).

Outros há “que sofrem mudanças ou se modificam”, (lembra Kahlil), deixando fenecer em si a vontade de voltar, por causa do encanto momentâneo daquilo que parece ser uma liberdade como se apresentou naquele instante. – O tempo, porém, não pára. E, de repente, tudo se transforma, aquela rua deixa de existir.

Quantas pessoas se mudam de suas cidades de origem – e outras por não poderem sair, ali permanecem; quando muito guardam algumas fotos ou notícias, mesmo as que ficaram.

Quem poderia ver essas fotos de um momento e não se recordar que houve um tempo de paz e de entendimento, o qual proporcionava alegria por se estar naquele lugar, mas que agora, já não existindo, passou a ser apenas a lembrança daquilo que não voltará mais.

As cidades cresceram, (e muito). Modificaram-se, ou foram modificadas. Perderam o encanto, e são essas que não mais recebem visitas. Deixaram de ser, ou “se deixaram de ser”, como na canção que fala do que “não se pode mais rever”.

Encontramos muitas pessoas, em muitos lugares, assim pensativas sobre “como” poderiam ter usufruído ou “deviam ter vivido mais naquele tempo”, diz o cancioneiro popular.

Conversamos, e em quantas oportunidades, sobre estes temas: - A lembrança. As revelações. As recordações! – Os momentos, as paisagens. Falamos sobre as brincadeiras, o deitar no colo, as conversas infantis, até sobre a “professorinha”, como lembra o poeta na nostalgia de seus devaneios.

É interessante como, independentemente do lugar onde se esteja, no Brasil ou em outro País, esta é a alma latina, é a alma brasileira.
Gosto, também, de escrever assim, embora seja sobre o Turismo minha coluna neste sítio “obrasilonline”; porém, que seria este Turismo sem a Cultura e esta sem a lembrança dos momentos, das coisas e dos lugares que fazem a ambos. (É a poesia).

Mais detidamente sobre cidades e lugares, sim, como tenho feito em artigos anteriores, pessoas com seus momentos de memória das coisas vividas, as quais certamente foram em algum lugar, em algum parapeito no dia-a-dia de sua existência uma doce realização.
São tantos os lugares sobre os quais se poderia falar agora. Quem sabe dizer do meu amigo que ao viajar para Stuttgart me fez lembrar aquela cidade, (no interior da Alemanha), cheia de jardins e de uma praça com um Coreto tão lindo que – brasileiros estando lá – mais facilmente lembram-se dos passeios olhando os flamboyants existentes em praças de sua terra, e aproveitam para dizer: quem não se lembra que “as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”. (Gonçalves Dias).

Ou poderia falar sobre Portugal, pois, essa minha querida tão próxima de mim – e muito especial – agora está a me comunicar que “para lá vai, por causa da ânsia de voltar”, como que se lembrando do canto nostálgico do fado que só em Lisboa se entoa com tanto carisma.

Porém, o que realmente me imaginei fazendo, agora, foi isto; sobre pessoas que vão e não voltam porque a rua deixou de existir. E, embora desejando querer como se pudesse outra vez viver, apenas descobre que se deixou modificar pelo tempo e, quem sabe, pelas circunstâncias. É a chamada vida moderna: “titânica e competitiva” (no dizer de Alvim Toffler).
Certamente que falaremos, depois, um pouco sobre a África, aliás, por causa de outro amigo que vai visitá-la começando por Guiné Bissau.

Uau, meu Deus, quantos Viajores!
O jeito é viajar também.

Então, vamos lá. Seguirei para a Tailândia, em breves dias. Depois eu conto um pouco a respeito dessa terra tão cheia de mistérios e místicos. Até breve.

Até lá, Paz, Renault De Souza

 

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